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PROVA SENAI - CGE 2045 - TÉCNICO - 1º SEMESTRE 2012

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REDE DE ESTUDO COLETIVO

LÍNGUA PORTUGUESA

O texto abaixo se refere à questão 1.

Prazer de existir

Solte a imaginação e pense, nem que seja por alguns instantes, em como seria bom viver curtindo cada  omento. Centrado e tranquilo, você não daria importância a pequenos problemas. Pelo contrário: diante de  alguma dificuldade corriqueira, abriria um sorrisão daqueles e pensaria que, na vida, tudo se ajeita. Passaria  mais tardes ao lado dos amigos queridos e da família. Ouviria mais as músicas de que gosta. Prestaria mais  atenção na beleza que é um dia ensolarado de inverno. Ou no prazer de comer aquela torta deliciosa que só  sua mãe sabe fazer. Daria risadas com frequência, principalmente de si mesmo. Encucaria menos com o  amanhã e aproveitaria todas as horas de hoje, ciente de que elas não voltam mais. Enfim, não desperdiçaria o  tempo com besteiras, como tanta gente faz por aí. Que sonho, não?
Lá no fundo, você deve estar suspirando, imaginando que ninguém consegue viver tão intensamente, tão...  vivamente. Engano seu!
Fonte: SALLUM, E. Prazer de existir. In: Revista Vida Simples, n. 18, jul. 2004.

1. O texto tem como finalidade

a. demonstrar a necessidade de curtir a vida e respeitar a família.
b. refletir sobre as atitudes necessárias para viver intensamente.
c. propor a maneira correta de levar uma vida responsável.
d. apresentar as dificuldades de viver uma vida saudável.
e. revelar a importância de viver e solucionar problemas.

O texto abaixo se refere à questão 2.

Apelo

Amanhã faz um mês que a senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta,  bom chegar tarde, esquecido nas conversas de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no  lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.
Com os dias, Senhora, o leite pela primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de  jornais ali no chão, ninguém os guardou embaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, e até o  canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. (...)
Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcharam. Venha para  casa, Senhora, por favor.
Fonte: TREVISAN, D. Mistérios de Curitiba. Rio de Janeiro: Record, 1979, p. 73.

2. O sentido atribuído à palavra “Senhora”

a. representa a ausência de intimidade entre narrador e personagem.
b. expressa o grau de informalidade entre o narrador e a personagem.
c. revela implicitamente a condição da mulher numa sociedade machista.
d. evidencia a caracterização da personagem de maneira formal.
e. ressalta o sentimento de superioridade assumido pela mulher.

O texto abaixo se refere à questão 3.

[...]
E sons soturnos, suspiradas mágoas,
Mágoas amargas e melancolias,
No sussurro monótono das águas,
Noturnamente, entre remagens frias.

Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
Tudo nas cordas dos violões ecoa
E vibra e se contorce no ar, convulso...
Tudo na noite, tudo clama e voa
Sob a febril agitação de um pulso.

Que esses violões nevoentos e tristonhos
São ilhas de degredo atroz, funéreo,
Para onde vão, fatigadas no sonho,
Almas que se abismaram no mistério.
[...]
Fonte: CRUZ E SOUSA. Violões que choram. Disponível em: http://www.brasilescola.com/biografia.
Acesso em: 16/02/2011.

3. Leia as afirmativas a seguir.

I. A intenção do autor ao utilizar o recurso da aliteração em seu poema é expressar suas angústias diante das situações corriqueiras.
II. O som de “v” repetitivo na 2ª estrofe demonstra que o autor tinha a intenção de poetizar seus versos tornando-os mais agradáveis.
III. O uso da aliteração pelo autor demonstra um grito de dor de um eu individual e de um eu coletivo que sofre.
IV. A aliteração caracteriza-se pelo uso repetitivo de consoantes em um texto, recurso esse utilizado pelo autor.

Estão corretas as afirmativas em

a. I e II, apenas.
b. I e III, apenas.
c. II e IV, apenas.
d. III e IV, apenas.
e. I, II, III e IV.

Os textos abaixo se referem à questão 4.

Texto I

Musa, reconta-me os feitos do herói astucioso que muito peregrinou, dês que esfez as muralhas sagradas de  Tróia; muitas cidades dos homens viajou, conheceu seus costumes, como no mar padeceu sofrimentos  inúmeros na alma, para que a vida salvasse e de seus companheiros a volta.

Fonte: HOMERO. Odisséia. Tradução: NUNES, C. A. Rio de Janeiro: Ediouro, 
5. ed., 1997, Coleção Universidade. (Fragmento).

Texto II

Meu sonho

Eu
Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada sanguenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?

Cavaleiro quem és? o remorso?
Do corcel te debruças no dorso...
E galopas do vale através...
Oh! da estrada acordando as poeiras
Não escuta gritar as caveiras
E morder-te o fantasma nos pés?
[...]
Fonte: AZEVEDO. Á. Lira dos vinte anos. São Paulo: Ateliê Editorial, 1999. (Fragmento).

Texto III

O Auto da compadecida

João Grilo (chamando o patrão à parte) — Se me dessem carta branca, eu enterrava o cachorro.
Padeiro — Tem a carta.
João Grilo — Posso gastar o que quiser?
Padeiro — Pode.
Mulher — Que é que vocês estão combinando aí?
João Grilo — Estou dizendo que, se é desse jeito, vai ser difícil cumprir o testamento do cachorro, na parte do dinheiro que ele deixou para o padre e para o sacristão. 
Sacristão — Que é isso? Que é isso? Cachorro com testamento? 
João Grilo — Esse era um cachorro inteligente. Antes de morrer, olhava para a torre da igreja toda vez que o  sino batia. Nesses últimos tempos, já doente para morrer, botava uns olhos bem compridos para os lados  daqui, latindo na maior tristeza. Até que meu patrão entendeu, com a minha patroa, é claro, que ele queria ser  abençoado pelo padre e morrer como cristão. Mas nem assim ele sossegou. Foi preciso que o patrão  prometesse que vinha encomendar a bênção e que, no caso de ele morrer, teria um enterro em latim. Que em  troca do enterro acrescentaria no testamento dele dez contos de réis para o padre e três para o sacristão.
Sacristão (enxugando uma lágrima) — Que animal inteligente! Que sentimento nobre! (calculista) E o testamento? Onde está?
João Grilo — Foi passado em cartório, é coisa garantida. Isto é, era coisa garantida, porque agora o padre  vai deixar os urubus comerem o cachorrinho e, se o testamento for cumprido nessas condições, nem meu  patrão nem minha patroa estão livres de serem perseguidos pela alma. 
Chico (escandalizado) — Pela alma? 
João Grilo — Alma não digo, porque acho que não existe alma de cachorro, mas assombração de cachorro  existe e é uma das mais perigosas. E ninguém quer se arriscar assim a desrespeitar a vontade do morto.
Mulher (duas vezes) — Ai, ai, ai, ai, ai!

Fonte: Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/29094745/Auto-da-compadecida. Acesso em: 17/03/2011.

Quanto ao gênero literário, os textos acima são, respectivamente,

a. dramático, épico e lírico.
b. épico, lírico e dramático.
c. lírico, dramático e épico.
d. lírico, épico e dramático.
e. dramático, lírico e épico.

5. Observe a tirinha abaixo.


A expressão “de homem pra homem” mencionada no primeiro quadrinho significa que o personagem

a. não quer conversar com mulheres.
b. quer ter uma conversa séria com o amigo.
c. precisa de um homem de verdade para conversar.
d. não compreende que seu amigo ainda é uma criança.
e. propõe que o amigo encontre um adulto para conversar.

O texto abaixo se refere às questões 6 e 7.

Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho, logo, mais que desejar,
Pois em mi[m] tenho a parte desejada.

Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
Pois consigo tal alma está liada.

Mas esta linda e pura semideia,
Que,como o acidente em seu sujeito,
Assim[m] com a alma minha se conforma,

Está no pensamento como ideia;
[E] o vivo e puro amor de que sou feito,
Como a matéria simples busca a forma.
Fonte: CAMÕES, L. V. Obra completa. Rio de janeiro: Nova Aguilar, 1988.

6. Sobre a lírica camoniana é correto afirmar que:

a. desenvolve exclusivamente temática amorosa, revelando as tensões entre o amor físico e o amor platônico.
b. expressa a dualidade na maneira de ver o mundo e sentir as coisas, essência do Barroco Português.
c. apresenta um eu lírico que desconhece o desconcerto amoroso, pois não vivencia sentimentos conflituosos.
d. procura reinterpretar o amor a partir de uma perspectiva mais racional e filosófica, resgatada da Antiguidade.
e. se mostra tanto em poemas de formas fixas, como o soneto, quanto em prosa, especialmente nos romances.

7. Leia as seguintes afirmações sobre o poema.

I. Ao alcançar uma identificação total com o ser amado, o amador não precisa desejar mais nada, uma vez que já possui tudo o que quer.
II. Espírito e matéria necessitam de perfeita harmonia para que o amador tenha tudo o que quer, então o desejo do corpo deve ser saciado.
III. A mulher amada é caracterizada, nos tercetos, como uma semideusa, por isso ela se manifesta no pensamento do eu lírico como “ideia”.

Pode-se dizer que está correto apenas

a. I.        b. III.        c. I e II.        d. I e III.        e. II e III.

O texto abaixo se refere à questão 8.

22/02/2011 11h27 - Atualizado em 22/02/2011 - 11h35

Mulher cai de ponte estaiada após acidente com moto em SP.

Vítima estava em garupa de moto que colidiu lateralmente na ponte.

Ela foi levada ao Hospital das Clínicas pelo helicóptero Águia, da PM.

Uma mulher caiu da Ponte Octavio Frias de Oliveira, mais conhecida como ponte estaiada, no Brooklin, na  Zona Sul de São Paulo, após ter sofrido um acidente de moto por volta das 10h30 desta terça-feira (22). Equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Guarda Civil Metropolitana auxiliaram no resgate da vítima.
De acordo com o condutor da moto, ele passava pela ponte com a namorada na garupa quando um carro o  fechou. Ao desviar, ele colidiu o veículo na lateral da ponte, na pista sentido Avenida Jornalista Roberto  Marinho, e a mulher caiu de cerca de 10 metros. Ela sofreu fraturas e estava inconsciente.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interditou o retorno da Avenida Jornalista Roberto Marinho,  próximo à Praça José Anthero Guedes, para ajudar no resgate da vítima. Ela foi levada pelo helicóptero  Águia, da PM, para o Hospital das Clínicas.
Fonte: Disponível em: www.globo.com. Acesso em: 22/02/2011.

8. Leia as afirmativas a seguir.

I. O texto apresenta redação em 3ª pessoa e concretude nas informações apresentadas.
II. O texto contém lide, ou seja, apresenta sucintamente o assunto principal nos primeiros parágrafos.
III. O gênero textual é uma notícia e tem como característica principal a linguagem coloquial.
IV. A linguagem utilizada no texto é formal e oferece o máximo de dados precisos, o que o torna confiável.

Estão corretas as afirmativas presentes em

a. I, II e III, apenas.
b. I, II e IV, apenas.
c. II e III, apenas.
d. II, III e IV, apenas.
e. I, II, III e IV.

9. Leia o texto abaixo.

Não existiria som se não
Houvesse o silêncio
Não haveria luz se não
Fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim


Fonte: SANTOS, L. e MOTT, N. O último romântico. CÍCERO, A.; SANTOS, L. e SOUZA S. [compositores]. 
WARNER, Brasil, 1984. Faixa 7.

O autor utilizou intencionalmente a associação de ideias opostas para expressar seus pensamentos. Esse recurso é denominado

a. prosopopéia.     b. comparação.     c. pleonasmo.     d. metáfora.     e. antítese.

Os textos abaixo se referem à questão 10.

Texto I 

Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar! na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! o seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!
Fonte: AZEVEDO, A Disponível em: www.sonetos.com.br. Acesso em: 17/02/2011.

Texto II

A maior Tortura

A um grande poeta de Portugal

Na vida, para mim, não há deleite.
Ando a chorar convulsa noite e dia...
E não tenho uma sombra fugidia
Onde poise a cabeça, onde me deite!

E nem flor de lilás tenho que enfeite
A minha atroz, imensa nostalgia! ...
A minha pobre Mãe tão branca e fria
Deu-me a beber a Mágoa no seu leite!

Poeta, eu sou um cardo desprezado,
A urze que se pisa sob os pés.
Sou, como tu, um riso desgraçado!

Mas a minha tortura inda é maior:
Não ser poeta assim como tu és
Para gritar num verso a minha Dor! ...
Fonte: ESPANCA, F. Disponível em: www.sonetos.com.br. Acesso em: 17/02/2011.

10. Leia as afirmativas a seguir.

I. O texto I apresenta linguagem e temática características da 2ª geração do Romantismo brasileiro.
II. O soneto de Florbela Espanca tem como temática a perda e as desilusões.
III. O texto I faz alusão a um amor não vivido e o texto II celebra o renascimento após a morte.
IV. O texto I retrata um período da História do Brasil e o texto II tem como cenário a História de Portugal.

Assinale a alternativa que contem afirmações corretas.

a. I e II, apenas.
b. I e III, apenas.
c. II e III, apenas.
d. II, III e IV, apenas.
e. I, III e IV, apenas.

11. Leia o texto abaixo.

“- Oh! Ninguém o sabe melhor do que eu, que espécie de amor é esse, que se usa na sociedade e que se  compra e vende por uma transação mercantil [...]. O outro, aquele que eu sonhei outrora, esse bem sei que  não o dá todo o ouro do mundo! Por ele, por um dia, por uma hora dessa bem-aventurança, sacrificaria não  só a riqueza, que nada vale, porém minha vida, e creio que minha alma!”

Fonte: ALENCAR, J. Senhora. São Paulo: FTD, 2010.

Considerando os aspectos sociais, políticos e culturais da época, a fala da personagem:

I. expressa o caráter emocional que o casamento adquire na sociedade da época.
II. faz referência ao sacrifício exigido em troca do amor verdadeiro.
III. revela a valorização do amor, como sentimento mais importante do que sua própria vida.
IV. expressa o caráter comercial que o casamento adquire na sociedade da época.
V. faz referência à valorização da riqueza para a conquista do amor verdadeiro.

Está correto o que se afirma em

a. I, apenas.
b. II, apenas.
c. I e II, apenas.
d. II e V, apenas.
e. III e IV, apenas.

O poema abaixo se refere às questões 12 e 13.

Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver.
Pois que tu és já toda minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa...”
Quando me dizem isso, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!...”

Fonte: ESPANCA, F. Poemas de Florbela Espanca. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

12. O assunto principal do poema é:

a. o amor incondicional.
b. a fragilidade do amor.
c. o mistério do amor.
d. o poder do amor.
e. o amor a Deus.

13. O texto

a. narra a vida do herói e suas terríveis provações, característica do gênero lírico.
b. expressa sentimentos e emoções pessoais, característica do gênero épico.
c. expressa sentimentos e emoções pessoais, característica do gênero lírico.
d. reflete sobre os vícios e paixões humanas, característica do gênero épico.
e. manifesta a expressão do mundo exterior, característica do gênero lírico.

Os textos abaixo se referem à questão 14.

Texto I

Usuários de drogas têm dificuldades em reconhecer emoções
Hype Science

Segundo cientistas da Universidade de Granada, na Espanha, pessoas que abusam das drogas têm dificuldade em identificar emoções a partir de uma expressão facial.
O estudo analisou o reconhecimento de emoções básicas, como alegria, surpresa, raiva, tristeza, medo e aversão. Desses, raiva, aversão, medo e tristeza foram os que mais geraram dificuldades aos usuários.
Para realizar o estudo, os pesquisadores realizaram uma avaliação neuropsicológica (com avaliação cognitiva  e emocional, além de testes de processamento) em 123 pessoas usuárias de diferentes tipos de drogas e 67  não-usuárias, todas com as mesmas características sociais e demográficas. O público-alvo foi recrutado em  dois projetos de reabilitação na província de Granada, e consumiam drogas como maconha, cocaína, heroína e ecstasy.
O estudo revelou que 70% dos toxicodependentes apresentavam algum tipo de deterioração psicológica,  independentemente do tipo de substância consumida. Os efeitos mais severos estavam relacionados à  memória de curto prazo, mas a fluência, flexibilidade e planejamento também foram prejudicados.

Fonte: ABEAD (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas). Disponível em:
www.antidrogas.com.br. Acesso em: 10/02/2011.

Texto II

LEI No 13.016, DE 19 DE MAIO DE 2008
(Projeto de lei no 1462/07, do Deputado Vinícius Camarinha – PSB)

Proíbe o fumo nas áreas internas de recintos que especifica

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º – Fica proibido o fumo nas áreas internas de:

I. repartições públicas federais, estaduais e municipais, localizadas em todo o território do Estado;
II. bancos e estabelecimentos de crédito;
III. hospitais, clínicas e estabelecimentos de saúde;
IV – escolas e instituições de ensino.
Parágrafo único – A proibição abrange o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e cigarros de palha.
Fonte: Disponível em: http://kadu.ducz.com/2008/05/20/lei-estadual-13016. Acesso em: 10/02/2011.

14. Leia as afirmativas a seguir.

I. O primeiro texto aponta para um problema social e tem como objetivo alertar a população sobre o consumo de drogas.
II. O primeiro texto apresenta o resultado de pesquisas feitas sobre o comportamento de usuários de drogas.
III. O segundo texto tem como objetivo advertir a população sobre o consumo do fumo em lugares públicos.
IV. O segundo texto apresenta uma decisão legal sobre o uso do fumo em lugares públicos.

São corretas apenas as afirmativas

a. I, II e III.     b. II, III e IV.     c. III e IV.     d. I e IV.     e. II e IV.

15. Observe a figura.


Fonte: Classificados - Livro 2. São Paulo: Devir, 2002, p. 37.

O texto classifica-se como

a. verbal e não verbal, pois imagem e linguagem se completam.
b. verbal e não verbal, pois a linguagem escrita está ausente.
c. verbal, pois a mensagem é transmitida só pela linguagem.
d. não verbal, pois a mensagem é transmitida pela imagem.
e. não verbal, pois há uso exclusivo da linguagem artística.

O texto abaixo se refere à questão 16.

Conjugação

Eu falo                       Eu defendo
Tu ouves                    Tu combates
Ele cala.                     Ele entrega.

Eu procuro                 Eu canto
Tu indagas                  Tu calas
Ele esconde.               Ele vaia.

Eu planto                    Eu escrevo
Tu adubas                   Tu me lês
Ele colhe.                   Ele apaga.

Eu ajunto
Tu conservas
Ele rouba.
Fonte: SANT’ANNA, A. R. Poesia Reunida. 1965. Porto Alegre: L&PM, 2004, p. 157-158.

16. Para compor o poema, o autor utilizou-se predominantemente de verbos no

a. gerúndio.
b. pretérito imperfeito.
c. futuro do pretérito.
d. presente do indicativo.
e. infinitivo.

Os textos abaixo se referem à questão 17.

Texto I

Canção do exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossas vidas mais amores.

Em cismar sozinho à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho à noite-
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
onde canta o Sabiá.

Fonte: DIAS, G. Poesia e prosa completas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998, p. 105-106.

Texto II

Canção do Exílio

Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado
em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de identidade!

Fonte: MENDES, M. Poemas. In: Poesias (1925-1955). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1959, p. 5.

17. A leitura dos poemas permite inferir que:

a. os dois poemas são irônicos, apresentando aspectos que concorrem para ridicularizar a nossa pátria.
b. segundo o poema de Gonçalves Dias, a terra do exílio, espaço superior e valorizado, é um país estrangeiro.
c. o poema de Murilo Mendes, assim como o poema de Gonçalves Dias, canta e exalta as qualidades do Brasil.
d. “Sabiá” e “palmeiras” (texto I) e “macieiras da Califórnia” e “pernilongos” (texto II) refletem a beleza natural do país.
e. para eu lírico do segundo texto, o exílio é a sua própria terra, desnaturada a ponto de parecer estrangeira.

18. Observe a tirinha abaixo.


No terceiro quadrinho, no balão referente ao inseto, é correto dizer que o autor fez uso da função

a. fática.     b. poética.     c. emotiva.     d. conotativa.     e. referencial.

Os textos abaixo se referem à questão 19.

Texto I

Ó mar salgado, quanto do seu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Fonte: PESSOA, F. Poemas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985, p. 159.

Texto II

O mar é só mar, desprovido de apegos,
matando-se e recuperando-se,
correndo como um touro azul por sua própria sombra,
e arremetendo com bravura contra ninguém,
e sendo depois a pura sombra de si mesmo,
por si mesmo vencido. É o seu grande exercício.

Fonte: MEIRELES, C. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, v. 2, 2001.

19. Leia as afirmativas a seguir.

I. o mar representa a morte e a vida em tempo constante, nos dois textos.
II. no texto I, o poeta valoriza e engrandece os sentimentos de um povo.
III. no texto II, há o predomínio da linguagem denotativa e apelativa.
IV. os dois textos apresentam características modernistas.

Estão corretas

a. III e IV, apenas.
b. II e IV, apenas.
c. II e III, apenas.
d. I e II, apenas.
e. I e III, apenas.

Os textos abaixo se referem à questão 20.

Texto I

Vou-me Embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Fonte: BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: J. Olympio, 4. ed., 1937, p. 127-8.

Texto II

Anti-evasão

Pedirei
Suplicarei
Chorarei

Não vou para Pasárgada

Atirar-me-ei ao chão
E prenderei nas mãos convulsas
Ervas e pedras de sangue

Não vou para Pasárgada

Gritarei
Berrarei
Matarei

Não vou para Pasárgada

Fonte: MARTINS, O. Não vou para Pasárgada: gritarei, berrarei, matarei. [Praia, Cabo Verde]:
Instituto de Promoção Cultural, 1998.

20. É correto afirmar que:

a. no poema de Bandeira, Pasárgada representa o Brasil do século XX.
b. Pasárgada é um lugar fictício que simboliza a realidade nos poemas.
c. o eu lírico do texto II prefere a realidade à idealização de Pasárgada.
d. Ovídio Martins refere-se à Pasárgada para plagiar a ideia de Bandeira.
e. os poetas têm a mesma visão sobre a necessidade de fugir da realidade.

MATEMÁTICA

21. Numa sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo, é igual ao anterior acrescido de seus 20%, forma-se uma progressão

a. aritmética, de razão igual a 0,20.
b. aritmética, de razão igual a 1,20.
c. aritmética, de razão igual a 20,00.
d. geométrica, de razão igual a 0,20.
e. geométrica, de razão igual a 1,20.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é determinar o primeiro termo e calcular aumento de 20 % sobre ele, tem-se:


O segundo passo e calcular o segundo termo da sequência, que é a soma do primeiro termo com o respectivo aumento de 20 %, e calcular o aumento de 20 % sobre ele, tem-se:


O terceiro passo é determinar o terceiro termo da sequência que é a soma do segundo termo com o respectivo aumento de 20 %, tem-se


O quarto passo é observar a sequência de termos encontrados e sua lógica, tem-se:


Sabe-se, então, que a razão entre os termos da sequência é 1,2 e trata-se de uma progressão geométrica.

O quinto passo é comparar a expressão encontrada com a do termo geral da P.G., tem-se:


Percebe-se, então, que a sequência trata de um progressão geométrica de razão 1,2.

Alternativa E

22. Um corpo lançado a partir do solo, exatamente do ponto (0, 0), descreve uma curva dada pela função f(x) = -1x² + 2x. Podemos afirmar que esse corpo estará descendo quando












DAX RESOLVE

O primeiro passo é saber que a função trata de função do 2º grau e, portanto tem um ponto de mínimo ou de máximo dependendo da concavidade da parábola que a descreve. Deve-se, então, determinar a concavidade da parábola, tem-se:


Toda função do 2º grau com concavidade para baixo tem um ponto de máximo, isso significa que a função é crescente até o ponto de máximo e decrescente depois do ponto de máximo.

O segundo passo é determinar o ponto de máximo da função, tem-se:


O vértice da parábola, neste caso é um ponto de máximo como já foi previsto anteriormente. Sabe-se que quando a função tem ponto de máximo ela é crescente até esse ponto e decrescente após esse ponto. Sendo assim, como a função descreve a trajetória de um corpo lançado verticalmente para cima, ele sobe até o ponto de máximo e cai após atingir esse ponto.

O terceiro passo é descrever para que valores de x a função é decrescente (o corpo cai) e mostrar essa trajetória em um gráfico, tem-se:


A função decresce para x pertencente aos reais e x maior que 1.

Alternativa B

23. Uma indústria de bebidas oferece a seus clientes a possibilidade de comprarem sucos mistos, produzidos  a partir da associação de duas frutas, uma cítrica e outra vermelha. Além disso, o processo de  industrialização reserva a eles a possibilidade de serem adoçados de forma natural ou artificial, conforme tabela a seguir.


O número de sucos mistos diferentes que podem ser preparados pela indústria com uma fruta cítrica, uma vermelha e um tipo de adoçante é

a. 30.        b. 25.        c. 15.        d. 10.        e. 6.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é entender que os sucos poderão ter uma fruta cítrica, uma vermelha e um adoçante. Desta forma, cada uma das frutas cítricas serão combinadas com cada uma das frutas vermelhas e cada uma dessas combinações se combinarão com cada um dos adoçantes. Percebe-se que uma fruta vermelha se combina com cinco frutas cítricas, então, três frutas vermelhas resultarão em 3 x 5 = 15 combinações. Este é o princípio fundamental da contagem, tem-se:


Outra possibilidade de resolução é através do diagrama de árvore, tem-se:


Percebe-se que o total de combinações diferentes são de 30 sucos.

Alternativa A

24. A tabela a seguir, divulgada pelo departamento de oncologia do Hospital Ofir Loyola, localizado no estado do Pará, traz dados acerca da incidência de um tipo de câncer de mama observado em mulheres no período de agosto de 2003 a dezembro de 2005.


Fonte: Prontuários Médicos Hospital Ofir Loyola – Belém/PA.

Os números que preenchem as células N1 e N2 são, respectivamente,

a. 31,8% e 13.
b. 31,8% e 37.
c. 29,5% e 13.
d. 24 e 29,5%.
e. 14 e 29,5%.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é saber o que trata a frequência relativa. A razão entre a frequência absoluta de um item e o total das frequências absolutas determina a fração de frequência relativa do item estudado, tem-se:


A frequência absoluta da faixa etária de 40 a 49 anos é 14, como o total de frequências absolutas é 44, então, a frequência relativa N1 dessa faixa etária é 31,8 %.

O Segundo passo é entender de frequência acumulada  que nada mais é que a soma das frequências absolutas até o item estudado, tem-se:


A frequência acumulada N2 até a faixa etária de 50 a 59 anos é 37

Nota-se, então, que N1 = 31,8 % e N2 = 37.

Alternativa B

25. Um estacionamento reserva 8 vagas para autos que queiram pagar apenas a diária. Certa manhã chegaram 5 automóveis para ocupar as vagas. Sabendo que podem ocupar qualquer uma das 8 vagas, o total de possibilidades de se acomodarem nas vagas é de

a. 40.        b. 336.        c. 1.680.        d. 6.720.        e. 20.160.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é perceber que a ordem dos automóveis importa na acomodação dos mesmos. Na análise combinatória  quando os elementos são distintos (não podem ser repetidos) e a ordem é importante na determinação do objetivo, tem-se um arranjo simples. Exemplificando, se as vagas arranjadas forem 1, 2, 3, 4 e 5 a ordem do arranjo produz objetivos diferentes, {2, 3, 4, 5 e 1} é diferente de {3, 4, 5, 1 e 2}.

O segundo passo é utilizar a expressão numérica do arranjo simples para calcular  o total de possibilidades de acomodação de 5 automóveis em 8 vagas de garagem, tem-se:


São 6.720 as possibilidades diferentes para acomodar os 5 automóveis em 8 vagas de garagem.

Alternativa D

26. Para que dois triângulos sejam semelhantes basta que possuam:

(1) dois ângulos respectivamente congruentes.
(2) três lados respectivamente proporcionais.
(3) dois lados respectivamente proporcionais e os ângulos compreendidos entre eles congruentes.

Considerando os números entre parênteses como pontos alusivos a cada afirmação, a soma das afirmações verdadeiras é

a. 2.        b. 3.        c. 4.        d. 5.         e. 6.

DAX RESOLVE

O primeiro passo entender os casos de semelhanças de triângulos, tem-se:



Desta forma, as três afirmativas a respeito de semelhança de triângulos estão corretas.

O segundo passo é somar os números correspondentes a cada afirmativa, tem-se:


A soma dos números das afirmativas corretas é 6

Alternativa E

27. A distância entre as cidades de São Paulo e Abu Dhabi, localizada nos Emirados Árabes Unidos, é de  aproximadamente 12.115 quilômetros. Num avião comercial, tal distância é percorrida, em média, em 13,5  horas. Supondo que um navio viajasse a uma velocidade constante de 30 nós, é correto afirmar que ele  percorreria a distância entre São Paulo e Abu Dhabi em, aproximadamente,
ado: 1 nó = 1.850 metros/hora.

a. 7 dias.     b. 8 dias.     c. 9 dias.     d. 10 dias.       e. 11 dias.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é transformar a velocidade do navio 30 nós para m/h. Sabe-se que um vale 1.850 m/h, tem-se:


O segundo passo é converter a distância de 12.115 km, entre São Paulo e Abu Dhabi, em metros. Lembre-se um quilômetro tem mil metros, tem-se:


A distância entre as duas cidades é de 12.115.000 m.

O terceiro passo é calcular o tempo em que o navio fará a viagem de São Paulo até Abu Dhabi, sabendo que ele percorre 55.500 m em 1 h.


Demora 218,3 h para o navio ir de São Paulo a Abu dhabi.

O quarto passo é transformar as horas em dias, lembre-se um dia tem 24 horas, tem-se:


O navio chega a Abu Dhabi em, aproximadamente, 9 dias.

Alternativa C

28. Um campo de futebol segue as dimensões oficiais recomendadas pela FIFA, e tem área igual a 7.242 e perímetro igual a 346 m. Podemos concluir que uma das dimensões desse campo mede

a. 71,0 m.       b. 79,2 m.       c. 85,1 m.       d. 86,5 m.       e. 90,5 m.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é esquematizar o campo de futebol nomeando suas dimensões (largura e comprimento), tem-se:


O segundo passo é relembrar que a área de um retângulo (campo de futebol) é dada pelo produto das dimensões (comprimento x largura) e o perímetro é o entorno do campo (soma dos quatro lados), tem-se:


O terceiro passo é desenvolver o sistema de equações encontrados é calcular as dimensões do campo de futebol, tem-se:


As dimensões do campo de futebol são comprimento 102 m e largura 71 m.

Alternativa A

29. As medidas, em graus, dos ângulos internos de um triângulo retângulo podem ser escritas por meio de  uma progressão aritmética em que a2 = 60°. Além disso, sabe-se que a medida do lado oposto ao menor  ângulo é 250 cm. Então, a medida do lado oposto ao ângulo a2 mede, aproximadamente,

a. 250 cm.       b. 310 cm.       c. 396 cm.       d. 433 cm.      e. 498 cm.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é relembrar que o triângulo retângulo tem um ângulo de 90° e esse é o maior ângulo desse triângulo. Vê-se:


Percebe-se, facilmente, que os ângulos do Triângulo Retângulo estão em progressão aritmética de razão 30°, uma vez que, cada ângulo é o anterior mais a razão de 30°.

O segundo passo é analisar o triângulo retângulo quanto aos seus lados e através das relações trigonométricas, nesse triângulo, calcular a medida do lado oposto ao menor ângulo a1, tem-se:


O lado oposto ao ângulo a2 mede, aproximadamente, 432,5 cm o que pode ser comparado a 433 cm, visto que a tangente de 60° teve seu valor aproximado.

Alternativa D

30. Em um restaurante, uma pessoa consumiu 250 gramas de comida, pagando a quantia de R$ 7,25. A lei  que representa a quantidade (Q) a ser paga, em reais, em função do peso (p), em quilogramas, é

a. Q = 29p.     b. Q = 25p.     c. Q = 2,5p.     d. Q = 7,25p.     e. Q = 15,50p.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é perceber que a quantidade a ser paga (Q) se relaciona com o peso (massa na verdade) (p) em quilogramas e, não em gramas. Deve-se, então, transformar o peso (massa na verdade) de 250 gramas em quilogramas, tem-se:


O segundo passo é entender que as grandezas quantidade a ser paga (Q) e peso em quilogramas (p) são diretamente proporcionais, isto é, quando o peso aumenta a quantidade a ser paga, também, aumenta. Através de uma regra de três simples pode-se relacionar as duas grandezas e construir a função que representa essa relação, tem-se:


Desta forma, a função descrita acima mostra a relação entre a massa consumida e o valor pago.

Alternativa A

31. Sabe-se que a razão de semelhança entre um triângulo retângulo cujos catetos medem 20 cm x 30 cm e um outro, menor, é 4/10. O produto das medidas dos catetos desse triângulo retângulo menor é igual a

a. 240.        b. 40.        c. 60.        d. 86.        e. 96.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é entender que a razão é uma fração e neste caso as medidas do triângulo menor é o numerador da fração e as medidas do triângulo maior é o denominador da fração e essa razão equivale a 4/10, onde o numerador é menor que o denominador, tem-se:


O segundo passo é esquematizar os dois triângulos retângulos descritos, tem-se:


O terceiro passo é calcular as medidas dos catetos do triângulo menor através da razão e proporção, tem-se:


O quarto passo é calcular o produto dos dois catetos x e y do menor triângulo, tem-se:


O triângulo retângulo menor tem o produto de seus catetos igual a 96.

Alternativa E

32. Um fazendeiro pretende construir uma rampa de madeira para seu estábulo. Ao fazer uma simulação,  encostou a extremidade de uma madeira de 5 m no topo de um muro de 3 m. A distância da ponta da  madeira que está no chão com relação ao muro é de

a. 2 m.        b. 4 m.        c. 8 m.        d. 15 m.        e. 16 m.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é esquematizar a rampa de madeira, tem-se:


O segundo passo é calcular a distância x da ponta da rampa até o muro, utiliza-se para isso o Teorema de Pitágoras, tem-se:


A distância do pé da rampa até o muro é 4 m.

Alternativa B

33. No 1º dia de treinos, um atleta corre 4.000 m. Nos dias subsequentes, corre sempre uma mesma distância a mais que no dia anterior. Se sua meta é chegar a 20.000 m no 26º dia, à distância em metros que  ele deverá correr a mais por dia será de

a. 923 m.        b. 800 m.        c. 769 m.        d. 640 m.        e. 615 m.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é perceber que o conceito descrito trata de progressão aritmética, onde um valor constante denominado razão é somado a um termo para se encontrar o próximo.

O segundo passo é relembrar o termo geral da progressão aritmética (P.A.), tem-se:


O terceiro passo é calcular a distância em metros que ele deverá correr a mais por dia, sabendo que essa distância trata da razão da P.A. e o primeiro termo é 4.000 m, o último termo é 20.000 m e a posição desse último termo é 26, tem-se:


A distância percorrida a mais a cada dia deve ser 640 m.

Alternativa D

34. Em um apartamento com área total de 130 deseja-se colocar tábuas de madeira maciça para cobrir o  piso, com exceção da área reservada à cozinha, que tem a forma de um retângulo de dimensões 5 m e 6 m.  Ao optar por tábuas cuja largura e comprimento são, respectivamente, 50 cm e 80 cm, o custo total para  cobrir a área referenciada, sabendo que cada tábua é vendida à R$ 22,00, é

a. R$ 8.800,00.
b. R$ 5.500,00.
c. R$ 4.400,00.
d. R$ 2.860,00.
e. R$ 2.200,00.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é calcular a área da cozinha do apartamento, tem-se:


O segundo passo é calcular a área que terá o piso revestido pelas tábuas de madeira, sabe-se que é a área total do apartamento menos a área da cozinha, tem-se:


O terceiro passo é calcular a área de cada tábua, lembre-se que deve ser em metros quadrados, mesma unidade da área de piso a ser revestida, portanto, deve-se passar as dimensões da tábua de centímetros para metros, tem-se:


O quarto passo é calcular o número de tábuas que serão utilizadas no revestimento do piso, tem-se:


O quinto passo é calcular a valor em reais gasto para recobrir a área referenciada, tem-se:


O revestimento do piso referenciado tem o custo de R$ 5.500,00.

Alternativa B

35. Observe o triângulo retângulo a seguir.


Se c = 5 cm e b = 12 cm, a medida de m + h + n é, aproximadamente,

a. 17,6 cm.        b. 17,0 cm.        c. 15,7 cm.        d. 13,0 cm.        e. 5,87 cm.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é esquematizar melhor o triângulo retângulo, com seus lados, vértices e ângulos e após dividi-lo em outros dois triângulos retângulos semelhantes, tem-se:



Vendo que os triângulos ABCABH e ACH são semelhantes, o segundo passo é estabelecer as relações de semelhanças dos triângulos, tem-se:


O terceiro passo é calcular o valor da hipotenusa a do triângulo ABC, utiliza-se para isso o Teorema de Pitágoras, tem-se:


Sendo a hipotenusa a = 13 cm, o cateto b = 12 cm e o cateto c = 5 cm, o quarto passo é calcular a soma descrita e para isso utiliza-se a quarta relação métrica encontrada nas semelhanças dos triângulos, tem-se:


Desta forma, soma descrita vale 17,6 cm.

Alternativa A

36. Uma rampa para prática de motociclismo foi edificada de modo que formasse com o solo (plano horizontal) um ângulo de 60°. Uma motocicleta que percorreu 10 metros na rampa deslocou-se, vertical e  horizontalmente, aproximadamente,

a. 8,66 m e 7,07 m.
b. 7,07 m e 7,07 m.
c. 8,66 m e 5 m.
d. 7,07 m e 5 m.
e. 5 m e 5 m.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é esquematizar a rampa, com 60° em relação ao solo, e com a moto subindo por ela uma distância de 10 m, tem-se:


O segundo passo é utilizar as relações trigonométricas em um triângulo retângulo, seno e cosseno de 60°, para calcular os deslocamentos verticais e horizontais, tem-se:


O deslocamento vertical foi de 8,66 m e o horizontal de 5,00 m.

Alternativa C

37. Observe os dados apresentados pela tabela a seguir.


De acordo com a tabela,

a. ao longo dos períodos observados, as taxas apresentadas pelos Estados sempre acompanharam as tendências registradas pelo Brasil.
b. no período de 1995/96 no Estado do Rio de Janeiro, para cada 1.000 alunos, aproximadamente 20 eram reprovados.
c. o Estado do Espírito Santo foi aquele que, percentualmente, mais reduziu a taxa de repetência entre os períodos observados.
d. no período de 1999/00, o Estado do Espírito Santo registrou três pontos percentuais a mais que o Estado de Minas Gerais na taxa de promoção.
e. tanto o Estado de São Paulo quanto o Estado do Espírito Santo tiveram o mesmo número de alunos evadidos entre 1995/96.

DAX RESOLVE

Analisam-se as alternativas:

a. percebe-se, com clareza, que existem taxas estaduais muito diferentes das nacionais, como por exemplo: taxa repetência 1999/2000 em São Paulo 7,3 % e no Brasil 21,6 %.

b. no período 1995/1996, no estado do Rio de Janeiro, 20,3 % dos alunos eram reprovados, logo 20,3 % de 1.000 totalizam 203 alunos reprovados.


c.  redução na taxa de repetência entre os estados nos períodos observados:


Observa-se que o estado que apresentou a maior percentagem de redução, na taxa de repetência, foi São Paulo.

d. no período de 1999/2000 o Espirito Santo registrou 0,3 pontos percentuais a mais, na taxa de aprovação, que o Estado de Minas Gerais. 79,6 % - 79,3 % = 0,3 %.

e. não é possível calcular a evasão em número absoluto devido o não conhecimento do número total de alunos nas escolas.

A questão não apresenta alternativa correta.

38. O Triângulo das Bermudas se localiza no Atlântico Ocidental, perto da costa sudeste dos Estados Unidos  e é formado por três ilhas que, unidas, formam o triângulo. A região notabilizou-se como palco de diversos  desaparecimentos de aviões, barcos de passeio e navios, para os quais foram elaboradas explicações  científicas ou sobrenaturais. Supondo que o triângulo a seguir representa essa região, o comprimento do terceiro lado não destacado corresponde a, aproximadamente,
Dado: sen 52 = 0,788.


a. 105 km.        b. 106 km.        c. 107 km.        d. 108 km.        e. 109 km.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é saber que a medida de um dos lados de um triângulo qualquer pode ser encontrada pela Lei dos Senos. É necessário para isso, conhecerem-se um dos lados e seu ângulo oposto, alem do ângulo oposto ao  lado que se quer encontrar.

O segundo passo é encontrar a medida do terceiro ângulo interno do triângulo, tem-se:


O terceiro passo é aplicar a Lei do Senos (As razões entre os lados e os senos dos ângulos opostos a esses lados são proporcionais) para calcular a medida do terceiro lado a, tem-se:


O terceiro lado, desconhecido, do triângulo tem, aproximadamente, 109 km.

Alternativa E

39. Duas rodovias retilíneas, Anhanguera e Bandeirantes, cruzam-se em certo trecho formando entre si um  ângulo de 30°. Um posto da polícia militar rodoviária situado na Rodovia Bandeirantes dista 6 km do ponto  onde tais rodovias se cruzam. A menor distância entre o posto de polícia militar rodoviária e a rodovia Anhanguera é de

a. 12 km.       b. 6,0 km.       c. 5,2 km.       d. 3,0 km.       e. 2,6 km.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é esquematizar as rodovias se cruzando em m ponto e formando um ângulo de 30°, tem-se:


Percebe-se que o ponto da Anhanguera, de menor distância ao posto policial determina um segmento de reta perpendicular a Anhanguera e um triângulo retângulo onde valem as relações trigonométricas.

O segundo passo é calcular a menor distância do posto policial até a Anhanguera, sabendo que essa distância é o cateto oposto ao ângulo de 30° e que a hipotenusa (distância do posto policial até o ponto de cruzamento das duas rodovias) tem 6 km, para isso utiliza-se o seno de 30°, tem-se:


A menor distância do posto policial, na Bandeirantes, até a Anhanguera é 3 km.

Alternativa D

40. Observe o gráfico que representa a vazão de uma caixa d’água (V) em função do tempo (t).


A lei de formação que representa a situação é:

a. V(t) = 20.000 - 50t.
b. V(t) = 20.000 + 50t.
c. V(t) = 20.000 - 400t.
d. V(t) = 50 - 20.000t.
e. V(t) = 50 + 20.000t.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é entender que o gráfico trata de uma reta que representa uma função do 1º grau. Os parâmetros que determinam uma função do primeiro grau são o coeficiente angular da reta e o coeficiente linear da reta.

O segundo passo é encontrar a relação da vazão (V) em função do tempo (t), tem-se:


A função descrita acima mostra a vazão V(t) em função do tempo (t).

Alternativa C

FÍSICA

41. Em um dia de sol forte, um aluno do SENAI estava na praia, quando, bem ao longe, avistou um barco a  motor. Intrigado com as causas do movimento da embarcação, ele formulou algumas hipóteses para explicá- lo. Pode-se afirmar, corretamente, que:

a. o barco se movimenta porque a força do motor o puxa para frente. Além disso, não afunda porque, como  o movimento horizontal é muito rápido, a gravidade quase não atua sobre ele.
b. o barco se movimenta porque o motor aplica uma força de ação na água, na direção contrária ao seu movimento, e a água aplica uma força de reação no barco, empurrando-o para frente.
c. o barco não afunda porque o empuxo que a água aplica nele é maior que seu peso. Além disso, move-se para frente porque o atrito na água é menor do que seria se estivesse no asfalto, por exemplo.
d. como a força que empurra o barco para frente é sempre contrabalançada pela força de atrito na água, o barco move-se sempre em velocidade constante, pois, aumentando-se a força do motor, aumenta-se o atrito causado pela água, na mesma proporção.
e. o planeta Terra não aplica nenhuma força na embarcação, visto que seu contato se dá com a água. Assim, somente a água aplica forças no barco, e este, por sua vez, aplica forças somente na água.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é esquematizar o sistema barco-águas, descriminando cada uma das forças atuantes no mesmo, tem-se:



A Lei Física mais utilizada na análise desse sistema de forças é a Terceira Lei de Newton (Princípio da Ação e Reação) que diz: "A toda força de ação corresponde uma força de reação de mesma intensidade, mesma direção e de sentido oposto a ação"

O Segundo passo é analisar todas as alternativas para encontrar a correta, tem-se:

a. o barco se movimenta devido a força de reação das águas, que o empurra para frente, estabelecida devido a ação do motor empurrar as águas para trás. O barco não afunda por causa do empuxo proporcionado pelas águas e a gravidade atua sim sobre o barco.
b. o motor do barco aplica uma força de ação sobre as águas que são empurradas para trás, em contra partida, as águas reage com força de sentido contrário empurrando o barco para frente.
c. o barco não afunda porque o empuxo, força de reação ao peso, é igual ao peso em intensidade. O barco move-se para frente porque a força de reação das águas devido a força de ação do motor o empurra para frente, o atrito é sempre opositor ao movimento, restringe o mesmo.
d. o atrito depende da força normal a superfície e não a força do motor do barco, sendo assim, quanto maior for a forca do motor, maior a força de reação das águas e o movimento ganha velocidade (movimento variado), a velocidade não fica constante, existe aceleração.
e. o planeta Terra aplica a força gravitacional (Peso) sobre o barco, esta força age sobre as águas e estas reage sobre o barco.

A única alternativa correta é a B.

Alternativa B 

42. Em um escorregador aquático, como o indicado na figura a seguir, o atrito é desprezível.


A maior velocidade possível que uma pessoa pode atingir, descendo do ponto mais alto até o ponto mais baixo é de
Considere: g = 10 m/s².

a. 6 m/s.        b. 8 m/s.        c. 10 m/s.        d. 16 m/s.         e. 20 m/s.

O primeiro passo é reconhecer que o princípio mais adequado para resolver o problema é a conservação da energia mecânica. Sabe-se que em um sistema conservativo de energia, onde não há perdas de energia (atritos desprezíveis) a energia mecânica inicial é igual a energia mecânica final.

O segundo passo é relembrar que a energia mecânica é composta pela soma das energias potencial e cinética do sistema, neste caso a energia potencial é de interação gravitacional.

O terceiro passo é equacionar o princípio de conservação da energia e calcular a velocidade com que a pessoa chega ao final do escorregador, tem-se:


Ao escorregar a pessoa chega no ponto mais baixo do escorregador aquático com velocidade de 16 m/s.

Alternativa D

43. Um parque de diversões, na cidade de Senailândia, era famoso por ter um brinquedo de tiro ao alvo que  nunca havia premiado ninguém. A brincadeira consistia em acertar um grande urso de pelúcia com um tiro de  espingarda, equipada com balas de borracha. A dificuldade estava no seguinte fato: entre a espingarda e o  urso havia uma esfera giratória, de 1 m de diâmetro, que, necessariamente, seria atingida pela bala. A  velocidade de giro da esfera é constante e ajustada pelo participante. No entanto, só levaria o prêmio quem  conseguisse acertar o urso fazendo um único furo na esfera.

OBS: Considere que a bala sempre passe pelo centro da esfera e que tenha velocidade constante igual a 360 km/h. Despreze a ação da gravidade sobre a bala.


Para conseguir o prêmio, a velocidade de rotação da esfera deve ser ajustada em













DAX RESOLVE

O primeiro passo é entender que para atingir o urso fazendo um único fura na esfera é necessário que o tempo gasto pela bala percorrer o diâmetro de 1 m da esfera seja igual ao tempo gasto para a esfera dar meia volta 180°. Esquematizando a situação, tem-se:


O segundo passo é atentar-se a unidade de medida de tempo, nas alternativas a velocidade angular da esfera (w) está em rad/s, logo, o tempo se encontra em segundos. Perceba, também, que o diâmetro da esfera está em metros (m). Desta forma, a velocidade da bala deve estar em m/s, então, converte-se 360 km/h em m/s, tem-se:


Agora as unidades de medida estão de acordo.

O terceiro passo é utilizar o conceito de velocidade escalar (V) da bala e velocidade angular (w) da esfera para calcular a velocidade que a esfera deve descrever para que a bala a fure e percorra seu diâmetro atingindo, novamente, o mesmo furo inicial. Lembre-se que para isso acontecer o período de deslocamento da bala dever ser igual ao período de meia volta da esfera, tem-se:


Desta forma, descreve-se, acima, a velocidade angular adequada da esfera, para que a bala a perfure, somente, uma vez e acerte o urso.

Alternativa E

44. Mário estava tentando arrastar um armário em sua casa, pois queria trocá-lo de lugar. No entanto, por  maior que fosse a força que ele aplicasse, o armário não se movia. O armário não se movia porque

a. a força que Mário aplicava era diminuída por ser vetorial.
b. Mário havia atingido o valor da força de atrito dinâmico, mas não o da de atrito estático máximo, necessário para tirar o armário do repouso.
c. como as forças de ação e reação estavam sendo aplicadas nele, elas se anulavam, impossibilitando seu movimento.
d. enquanto o armário estava parado, nenhuma força atuava sobre ele, pois a força de atrito entre o armário e o chão anulava a força de Mário.
e. a força de atrito entre o chão e o armário era maior do que a força que Mário nele aplicava.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é esquematizar o armário, as forças que estão atuando sobre ele e descrever cada uma delas para um maior entendimento, tem-se:


O segundo passo é analisar alternativa por alternativa para descobrir a correta, tem-se:

a. a grandeza física força é por essência vetorial e isso não determina alterações em sua intensidade.
b. o atrito dinâmico é aquele atuante durante o movimento do armário, já o estático, que é sempre um pouco superior que o dinâmico, é aquele responsável por resistir ao início do movimento. Mário não deve ter atingido uma força suficiente para romper o atrito estático.
c. as forças de ação e reação são aplicadas em objetos diferentes e nunca em um único objeto. Neste caso Mário aplica uma ação no armário e este reage sobre Mário com mesma intensidade, mesma direção e sentido oposto. A força de atrito que age sobre o armário é reação da superfície do chão a ação do armário. Desta forma, ação e reação nunca se anulam por atuarem em corpos diferentes.
d. enquanto o armário estava parado a força de Mário era inferior ao atrito estático. Atuava sobre o armário as forças: de Mário, o atrito, o peso do armário e a normal a superfície. O atrito só age na eminência de movimento e, então, Mário não chegou a esse estágio. A força peso e a normal a superfície se anulam.
e. a força de atrito se opõem ao movimento e se fosse maior que a força de Mário causaria um movimento no sentido contrário e atuaria no mesmo sentido do movimento.

Percebe-se, então, que a única alternativa correta é a B.

Alternativa B

45. O gráfico a seguir indica a velocidade de um atleta ao longo de uma corrida de 100 m.


Indique em que trecho da corrida a velocidade do atleta foi aproximadamente constante.

a. De 0 a 20 m.
b. De 20 m a 40 m.
c. De 40 m a 60 m.
d. De 60 m a 80 m.
e. De 80 m a 100 m.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é analisar o gráfico e perceber onde a velocidade, em km/h, permanece com o mesmo valor, conforme o deslocamento em metros vai mudando, tem-se:


O segundo passo é identificar o trecho em que a velocidade não varia. Percebe-se que a velocidade permanece constante em 42 km/h no trecho entre o vermelho e o amarelo de 40 a 60 m.

Alternativa C

46. Uma motocicleta, de massa 200 kg (moto e piloto), move-se com velocidade constante de 36 km/h em  uma estrada reta e horizontal. Ao acelerar, tem sua velocidade alterada para 72 km/h em 5 s. A força  resultante média sobre a motocicleta durante esse intervalo de tempo é de

a. 300 N.       b. 400 N.       c. 900 N.      d. 1.400 N.       e. 1.800 N.

O primeiro passo é esquematizar a situação descrita, tem-se:


O segundo passo é calcular a aceleração aplicada pelo motor da moto, na mesma. Lembre-se que aceleração é a variação da velocidade no intervalo de tempo, tem-se:


A aceleração que o motor aplica a moto é de 2 m/s².

O terceiro passo é calcular a força proporcionada por essa aceleração. De acordo com a 2ª Lei de Newton, Princípio Fundamental da Dinâmica:  corpos, sujeitos a mudança em seu estado de movimento, estão sobre atuação de força externa,  proporcional a aceleração adquirida, de mesma direção e sentido. Utiliza-se essa Lei para calcular a força empregada pelo motor da moto, tem-se:


A força proporcionada pelo motor da moto é de 400 N.

Alternativa B

47. Dois astronautas A e B, estão em repouso na parte externa de uma estação espacial, presos um ao outro por uma corda.


Se o astronauta A, com massa total mA = 100 kg, der um único puxão na corda e sair se movendo com  velocidade de 2 m/s, o astronauta B, de massa mB = 125 kg,

a. ficará parado.
b. mover-se-á com velocidade de 2 m/s em sentido contrário ao da velocidade do astronauta A.
c. mover-se-á com velocidade de 1,6 m/s em sentido contrário a da velocidade do astronauta A.
d. mover-se-á com velocidade de 2 m/s no mesmo sentido da velocidade do astronauta A.
e. mover-se-á com velocidade de 1,6 m/s no mesmo sentido da velocidade do astronauta A.

DAX RESOLVE

O primeiro passo é entender que os astronautas A e B formam um sistema físico e se nenhuma força externa atua sobre esse sistema, então, trata de um sistema conservativo, onde uma das principais grandezas físicas se conserva, o momento linear ou quantidade de movimento.

O segundo passo é saber o que é momento linear (quantidade de movimento). É uma grandeza física vetorial, constituída pela velocidade e a massa do corpo estudado. Tem direção e sentido iguais aos da velocidade, e se conserva em sistemas conservativos livres de forças externas. O momento linear é traduzido matematicamente pelo produto da massa pela velocidade, vê-se:


O terceiro passo é perceber que a força aplicada pelo astronauta A, na corda, puxa o astronauta B, e este reage puxando o A com mesma intensidade, mesma direção e sentido oposto (3ª Lei de Newton - Ação e Reação). Essas forças de ação e reação são internas ao sistema físico dos dois astronautas, como não existe nenhuma força externa ao sistema o momento linear antes da aplicação da força é igual ao momento linear depois da aplicação da mesma. Lembrem-se que, inicialmente, o momento linear é nulo, uma vez que, os astronautas estão em repouso (velocidade nula). Pela conservação do momento linear calcula-se:



Percebe-se, então, que o astronauta B move-se com velocidade de 1,6 m/s e com sentido oposto ao do astronauta A.

Alternativa C

QUÍMICA

48. Um sitiante verifica que a lenha a ser utilizada em seu fogão apresenta dimensões maiores que a fornalha.
Assim, procedeu da seguinte maneira:

I. Serrou a lenha ao meio.
II. Adicionou a lenha na fornalha onde já havia madeira queimando.


Podemos afirmar que conceitualmente, os procedimentos I e II envolveram, respectivamente, as transformações

a. físicas e químicas.
b. químicas e isotérmicas.
c. mecânica e espontânea.
d. endotérmicas e exotérmicas.
e. isotérmicas e termoquímicas.

49. Indique abaixo a representação da fórmula mínima formada a partir dos íons


a. AlSO4.      b. Al2SO4.      c. Al3(SO4)2.      d. Al2(SO4)3.       e. Al3(SO4)6.

50. Verifique as afirmações teóricas a respeito dos ácidos.

Ácido é toda substância que...

I. …pode doar prótons.
II. ...é capaz de receber pares de elétrons.
III. ...em água libera íons H+.

As afirmações I, II e III são atribuídas, respectivamente, a

a. Arrhenius, Brönsted-Lowy e Lewis.
b. Lewis, Arrhenius e Brönsted-Lowy.
c. Brönsted-Lowy, Lewis e Arrhenius.
d. Brönsted-Lowy, Arrhenius e Lewis.
e. Arrhenius, Lewis e Brönsted-Lowy.

51. Leia o texto que segue.

O Argônio é o gás nobre mais abundante em nosso planeta encontrado na mistura gasosa do ar atmosférico. De aspecto incolor, inodoro e insípido, pertence à classe dos gases inertes que não participam de reações  químicas, razão pelo qual, seu nome deriva do grego argos, “preguiçoso”. Devido a sua baixa reatividade  química, é aplicado em lâmpadas incandescentes para evitar a corrosão do filamento de tungstênio, dentre outras aplicações.
Considerando-se que o número atômico do Argônio é 18 (18 prótons e 18 elétrons), sua distribuição eletrônica em camadas é

a. 2, 8 e 8.
b. 2, 4 e 12.
c. 2, 6 e 10.
d. 2, 2, 6 e 8.
e. 2, 4, 6 e 6.

52. O número de nêutrons do isótopo do Urânio
é igual a 143.
Indique abaixo o número de massa desse isótopo.

a. 223.        b. 235.        c. 286.        d. 289.        e. 330.

53. Um estudante participou de um experimento sobre misturas de substâncias, com a seguinte montagem:

· no recipiente 1, misturou-se água e óleo;
· no recipiente 2, misturou-se água e clorofórmio.

Após o repouso das misturas, fez algumas observações.
Indique abaixo a observação correta apontada pelo estudante sobre o experimento.

a. O óleo tem densidade igual ao clorofórmio.
b. O clorofórmio tem densidade igual a da água.
c. O óleo tem densidade menor que a da água.
d. O clorofórmio tem densidade menor que a da água.
e. O óleo e o clorofórmio têm densidades maiores que a da água.

54. Em uma situação experimental, o ferro reagiu com o oxigênio produzindo o oxido de ferro III, conforme a tabela abaixo.



Os valores de X, Y e Z que completam corretamente a tabela são, respectivamente,

a. 64 g, 4 g e 16 g.
b. 64 g, 52 g e 64 g.
c. 160 g, 24 g e 36 g.
d. 160 g, 28 g e 48 g.
e. 160 g, 28 g e 40 g.

BIOLOGIA

55. Aos membros de uma população que interage com indivíduos de outras espécies que habitam a mesma região geográfica, dá-se o nome de

a. organismo.
b. ecossistema.
c. população biológica.
d. comunidade biológica.
e. organização biológica.

56. Leia o texto abaixo.

Cerca de 80 % da população brasileira vive hoje em cidades. O país que na primeira metade do século XX  era uma sociedade essencialmente rural chegou ao final do século passado como um dos mais urbanizados  do mundo.
Entre 1950 e 1975, a taxa de crescimento anual da cidade de São Paulo foi cerca de 5,8 %, o que implica  uma duplicação do efetivo populacional em um intervalo de apenas 12 anos. Algo, obviamente, muito  acelerado isso significa, por exemplo, que uma criança nascida em 1950 teria, ao completar seus 12 anos de  idade, duas vezes mais vizinhos do que tinha quando nasceu. De 1975 a 2000, a taxa de crescimento da  cidade de São Paulo caiu para cerca de 2,3 % ao ano, elevando o tempo de duplicação do efetivo  populacional de 12 a 30 anos. Fato como esse influenciou na qualidade de vida dessas pessoas.
O texto aborda um fenômeno que acontece constantemente com as populações do mundo e as previsões dos  estudiosos são de que essa taxa

a. continue caindo.
b. continue crescendo.
c. se mantenha oscilando.
d. se estabilize por um tempo.
e. continue caindo por um tempo.

57. As populações de uma comunidade interagem exercendo influências recíprocas. Essas interações podem  ocorrer entre indivíduos da mesma população ou entre indivíduos de populações de espécies diferentes.  Quando analisadas isoladamente, essas interações podem se revelar relações

a. positivas e harmônicas.
b. harmônicas e interativas.
c. interativas e cooperativas.
d. negativas ou desarmônicas.
e. harmônicas ou desarmônicas.

58. Devido a eutroficação por esgotos humanos, os rios que banham muitas das grandes cidades do mundo  tiveram sua flora e sua fauna destruídas, tornando-se esgotos a céu aberto. O lançamento de esgotos nos rios acarreta, ainda, a propagação de doenças causadas por vermes, bactérias anaeróbias e vírus.
Assinale a alternativa que propõe solução para situação descrita.

a. Tratamento do esgoto contido nos rios.
b. Recuperação dos mananciais desses rios.
c. Tratamento do esgoto e da água retirados dos rios.
d. Criação de sistema de desvio do esgoto que chegam aos rios.
e. Tratamento e aproveitamento do esgoto antes de atingirem os rios.

59. A poluição do petróleo é causada por qualquer derramamento de petróleo bruto ou de seus produtos  refinados. Os maiores e mais danosos eventos poluidores usualmente envolvem derramamentos de petróleo  bruto em oceanos, vazamentos de combustíveis pesados por rompimento de tanques, acidentes em  plataformas durante a extração de petróleo no mar, vazamentos por explosões em navios tanques e ruptura de oleodutos tanto em terra quanto no mar.
Após o derramamento do petróleo, este se comporta dentro do ambiente em diferentes caminhos:

I. ____ é o processo pelo qual o óleo derramado se move fisicamente e se dilui acima da superfície da água.
II. ____ é inicialmente importante para reduzir o volume de derramamento que permanece no ambiente aquoso e terrestre.
III. ____ é o processo pelo qual frações de óleo dissolvem-se na coluna de água. Isso causa contaminação da água na vizinhança da área derramada.
IV. ____ é a fração que permanece após a maioria da evaporação e solubilização das frações leves terem ocorrido. Esse resíduo forma uma emulsão um pouco estável e gelatinosa conhecida como mousse.

A alternativa que completa corretamente na ordem I, II, III e IV com a denominação dos caminhos após o  derramamento de petróleo é:

a. Evaporação; Difusão; Solubilização; Material residual.
b. Material residual; Difusão; Evaporação; Solubilização.
c. Solubilização; Difusão; Evaporação; Material residual.
d. Difusão; Evaporação; Solubilização; Material residual.
e. Difusão; Solubilização; Evaporação; Material residual.

60. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como “um estado de completo bem-estar físico,  mental e social”. Como se nota, essa definição é um pouco vaga, uma vez que existem diferentes maneiras de  interpretar o que significa “completo bem estar”, nos planos físico, mental e social. Entretanto, nos dias de  hoje para ter saúde

a. a pessoa precisa de uma nutrição equilibrada, além de viver em condições adequadas de habitação e higiene.
b. a pessoa precisa de uma nutrição equilibrada, independente de suas condições de habitação e higiene.
c. a pessoa precisa de uma nutrição equilibrada, além de viver em condições inadequadas de habitação e higiene.
d. a pessoa não precisa de uma nutrição equilibrada, o mais importante é viver em condições adequadas de habitação e higiene.
e. a pessoa precisa de uma nutrição de acordo com suas condições, além de viver em condições de moradia e higiene referente a sua classe social.

9 comentários:

  1. Ei pessoal, vamos colaborar com doações para a prova ser resolvida mais rápido...

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  2. Edna Catarina Genaro11 de janeiro de 2012 16:03

    Concordo com o Mário, se todo mundo doar R$ 5,00 fica barato para todos e a prova será respondida para todo mundo estudar.

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  3. Na questão 23, a equação 346-2y/2 Como chegou a 2.176-y/2 ??????

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    Respostas
    1. Na expressão ( 346 - 2y )/2 podemos colocar um 2 em evidência ( fatorar a expressão), então, temos: 2.( 173 - y)/2. Agora como existe um fator 2 no numerador e outro no denominador podemos simplifica-los e, então, x = 173 - y.

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  4. Obrigado, você ajuda muitas pessoas assim.Muito obrigado pela explicação

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  5. Muito interessante o seu trabalho kra. Parabéns!

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  6. é isso ai velhinho continue assim com essa mente brilhante!!!! =D

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  7. Quero dizer que sou fâ de carteirinha do site de vocês.
    E também tirar uma duvida, porque no texto da língua portuguesa vocês não informaram a alternativa certa, como tem feito na de matemática, DAX RESOLVE?!

    Grato pela atenção de todos.

    Parabéns mas uma vez.

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